CRITÉRIOS
PARA DIAGNÓSTICO DO AUTISMO (CID-10) (WHO 1992)
Pelo menos 8 dos 16 itens especificados devem ser
satisfeitos.
a. Lesão marcante na interação
social recíproca, manifestada por pelo menos três dos próximos
cinco itens:
1. dificuldade em usar adequadamente o contato
ocular, expressão facial, gestos e postura corporal para lidar
com a interação social.
2. dificuldade no desenvolvimento de relações
de companheirismo.
3. raramente procura conforto ou afeição
em outras pessoas em tempos de tensão ou ansiedade, e/ou oferece
conforto ou afeição a outras pessoas que apresentem ansiedade
ou infelicidade.
4. ausência de compartilhamento de satisfação
com relação a ter prazer com a felicidade de outras pessoas
e/ou de procura espontânea em compartilhar suas próprias
satisfações através de envolvimento com outras pessoas.
5. falta de reciprocidade social e emocional.
b. Marcante lesão na comunicação:
1. ausência de uso social de quaisquer habilidades
de linguagem existentes.
2. diminuição de ações
imaginativas e de imitação social.
3. pouca sincronia e ausência de reciprocidade
em diálogos.
4. pouca flexibilidade na expressão de linguagem
e relativa falta de criatividade e imaginação em processos
mentais.
5. ausência de resposta emocional a ações
verbais e não-verbais de outras pessoas.
6. pouca utilização das variações
na cadência ou ênfase para refletir a modulação
comunicativa.
7. ausência de gestos para enfatizar ou facilitar
a compreensão na comunicação oral.
c. Padrões restritos, repetitivos e estereotipados
de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos
dois dos próximos seis itens:
1. obsessão por padrões estereotipados
e restritos de interesse.
2. apego específico a objetos incomuns.
3. fidelidade aparentemente compulsiva a rotinas
ou rituais não funcionais específicos.
4. hábitos motores estereotipados e repetitivos.
5. obsessão por elementos não funcionais
ou objetos parciais do material de recreação.
6. ansiedade com relação a mudanças
em pequenos detalhes não funcionais do ambiente.
d. Anormalidades de desenvolvimento devem ter sido notadas
nos primeiros três anos para que o diagnóstico seja feito.
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