Incidência
 

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A AMA tem como base uma taxa de incidência de 1:1000, ou seja, admite-se que em cada mil crianças nascidas, uma seja autista. Esta taxa foi extraída de estudos realizados em diferentes partes do mundo, cujos resultados giram em torno deste valor.

O autismo incide igualmente em famílias de diferentes raças, credos ou classes sociais.

Alguns estudos sobre a incidência do autismo

A incidência do autismo varia de acordo com o critério utilizado por cada autor. Bryson e col., em seu estudo conduzido no Canadá em 1988, chegaram a uma estimativa de 1:1000, isto é, em cada mil crianças nascidas, uma seria autista. Segundo esta mesma fonte, o autismo seria duas vezes e meia mais freqüente em pessoas do sexo masculino do que em pessoas do sexo feminino. Segundo informações encontradas no site da ASA - Autism Society of America (www.autism-society.org, 1999), a incidência seria de 1:500, ou 2 casos em cada 1000 nascimentos (Centers for Disease Control and Prevention 1997) e o autismo seria 4 vezes mais freqüente em pessoas do sexo masculino.

Uta Frith, em seu livro "Autism, Explaining the Enigma", menciona o primeiro estudo epidemiológico de autismo, realizado em 1966 por Victor Lalter, sob os auspícios da MRC Social Psychiatry Unit of London. O estudo englobou todas as crianças entre 8 e 10 anos de idade do condado de Middlesex daquela data: eram ao todo 78 mil crianças. Através de questionários enviados pelo correio a professores e profissionais ligados às crianças. Desta forma identificou os prováveis casos de autismo, para então consultar arquivos médicos e entrevistar individualmente os pais, encontrando um grupo de 35 crianças (resultando numa taxa de mais de 4:10.000) com as características descritas por Leo Kanner, em 1943: falta persistente de contato afetivo e desejo obsessivo por não mudanças, sendo esses sintomas identificados antes do 5 anos de idade. Ficou claro que os casos apontados por Lalter eram casos típicos de Kanner, mas também que se o estudo abrangesse o espectro do autismo de forma ampla, esse número de casos poderia ser muito maior.

Lorna Wing, em seu livro The Autistic Spectrum – A Guide for Parents and Professionals (Londres, Constable, 1996) cita o estudo realizado em 1991, na Suécia, por Gillberg, com crianças entre 7 e 16 anos, encontrando 58 crianças autistas em cada 10.000. Vale lembra que a Suécia destaca-se por uma política intensa e completa no diagnóstico do autismo. Na década de 1990, quando o diagnóstico e o tratamento de autismo já eram amplamente difundidos por todo o país, houve uma onda de diagnóstico de pessoas autistas adultas. Sendo o autismo uma síndrome recentemente descoberta e normalmente diagnosticada em adultos, pessoas autistas que nasceram antes da década de 1940 não encontraram profissionais preparados para fazer o diagóstico, e provavelmente muitas pessoas nascidas até a década de 1960 ou 1970 passaram pelo mesmo. Daí a preocupação de fazer uma varredura com o objetivo de diagnosticar pessoas autistas adultas. A Suécia foi provavelmente o país que levou este tipo de preocupação mais longe,chegando a diagnosticar pessoas com mais de 60 anos.